Com acompanhamento médico completo, projeto da AAPPE leva alegria na primeira infância

Na Associação dos Amigos e Pais de Pessoas Especiais (AAPPE) a palavra “IUPI” tem um sentido bem especial, indo muito além de uma simples onomatopeia. Aqui, o verdadeiro significado da expressão é Intervenção Unificada na Primeira Infância (IUPI).

O IUPI é um projeto que faz parte do Centro Especializado em Reabilitação – CER III, e tem sua unidade localizada no bairro de Jatiúca, em Maceió. Atendendo crianças desde os primeiros dias de vida até os seis anos de idade, que apresentem atraso no desenvolvimento, dificuldades funcionais e motoras, o programa, atualmente, oferece suporte para 30 pacientes.

A Naiane Justino, mãe da Gabriela, portadora da Síndrome de Detecção (Trissomia do cromossomo 9), participa do projeto há dois anos, e fala sobre a importância do projeto na vida dela e da filha. “Para nós, pais, esse acompanhamento é muito bom, porque os profissionais nos orientam a como lidar e reagir a cada situação, a nunca querer desistir e isso é muito importante, não apenas para a criança, mas para toda a família”, conta.

 

A mãe relatou ainda que quando a filha começou a ser atendida pela equipe do IUPI, a pequena ainda não falava ou andava, e que apenas a partir do acompanhamento médico, a criança passou a apresentar os primeiros sinais de avanço. “Agora ela pode se comunicar, me falar o que ela sente e eu posso ficar mais tranquila, porque eu sei que ela vai poder se locomover onde estiver com mais facilidade”, explicou.

 

Segundo Mannuelly Gomes, irmã do pequeno Marcello Davi, de 6 anos, o atendimento multidisciplinar do IUPI tem sido imprescindível para o aprendizado e desenvolvimento do irmão, que participa desde os três meses de idade do projeto. “Ele tem se interessado mais em relação a obedecer, por exemplo. Hoje ele tá mais interessado em saber o que é certo e o que é errado. Por isso, o projeto tem uma importância muito grande para a vida de Marcello”, desabafou.

 

Para a mãe da Sarah, Mayara Nascimento, o desenvolvimento da criança só vai acontecer quando houver um acompanhamento e suporte médico, como o que é ofertado pela AAPPE, através do IUPI. De acordo com ela, a sua filha tem direito a todos os tipos de atendimento dentro da instituição. Mayara revela ainda que descobriu que a filha tinha espinha bífida ainda durante a gestação, em um ultrassom quando estava com seis meses de gravidez. Ela descreve as dificuldades enfrentadas e, com orgulho, fala sobre os avanços da pequena Sarah e a forma de atendimento no projeto IUPI.

“Aqui em Maceió, a AAPPE foi a única instituição que abriu as portas pra gente. E ela [Sarah] se desenvolveu mesmo depois que entrou na AAPPE, em tudo. Ela começou a engatinhar na AAPPE, os primeiros passos ela deu aqui e o acompanhamento médico a cada três meses também é ofertado na instituição. E é por isso, que sempre chamo os profissionais daqui de anjos, porque a paciência que eles têm com a gente, a atenção que nos dão, é tudo maravilhoso”, contou.

Como ter acesso ao serviço?

O projeto IUPI é voltado para crianças com até seis anos de idade, que apresentem atraso no desenvolvimento, dificuldades funcionais e motoras. O projeto ainda está com vagas abertas e inserindo novos pacientes. Para ter acesso aos serviços oferecidos, os pais ou responsáveis devem se dirigir à recepção do CER III, localizado na Rua Maria Bredas, no bairro da Jatiúca, por trás do edifício The Square, e procurar o serviço social do local.